domingo, 19 de janeiro de 2025

Tex 600: um marco na publicação do personagem no Brasil

 Publicado em outubro de 2019  o número 600 do fumetti Tex foi um marco histórico da publicação no Brasil. Como é comum aos números comemorativos de Tex, é uma edição em cores, para aqueles que não costumam ler Tex, suas histórias são publicadas em formatinho e preto e branco. Como leitor de Tex desde criança, é um prazer ver este personagem, cujo as histórias me acompanharam por tantos anos, chegar em tão boa forma ao seu seiscentésimo número em terras tupiniquins.

 



Tex é um faroeste italiano criado no distante ano de 1948 por Gianluigi Bonelli (roteiro) e Aurelio Galleppini (arte) e é publicado desde então na Itália, chegando ao número 709 enquanto escrevo este texto. No Brasil o número 600 corresponde ao 700 italiano.

A edição atual se intitula “O Ouro dos Pawnees” com roteiro de Mauro Boselli e arte de Fabio Civitelli tem uma ligação com a primeira história de Tex escrita por seu criador Gianluigi Bonelli: “O Totem Misterioso”; na época Tex ainda era tido como um fora da lei, acusado de crimes, que logicamente não cometeu. Na história Tex ajuda a jovem princesa indígena Tesah a impedir que o bandido Coffin e sua quadrilha se apossem do tesouro sagrado dos índios Pawnees, afinal os bandidos não teriam nenhum respeito por seu significado espiritual, possivelmente fundindo o metal para vender o ouro.  

 



Esta história clássica foi recontada recentemente no reboot das aventuras de Tex, publicadas no Brasil em “Tex Willer: as aventuras de Tex quando jovem”, entre os números 1 e 4, que retomam a história da princesa pawnee Tesah, de Coffin e sua quadrilha, e do jovem Tex, ainda um fora da lei. Neste número 600 um Tex quarentão narra aos seus pards  o primeiro encontro entre ele (na época jovem) e a  princesa (ainda uma criança), ao mesmo tempo em que se desenrola um novo trama envolvendo Tex e Tesah.

 


 

Tex vai verificar se o tesouro sagrado dos Pawnee está seguro, pois recebeu informações de Tesah de uma possível nova tentativa, envolvendo índios e bandidos brancos, para roubar o tesouro.  Descobrimos também que o tesouro não é apenas Pawee mas de todos os povos indígenas, tendo sempre um protetor, o último foi o pai de Tesah e agora é Tex, que além de ranger é o chefe dos Navajos, conhecido por estes como Águia da Noite.

 



 Quando de seu primeiro encontro com Tesah os parceiros de Tex não são seus pards com quem nos acostumamos: Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer; mas seus companheiros de juventude Clarence Hutchenrider, Rob Vergil e Dick Furacão. Já conhecemos este primeiro grupo de pards de Tex na história “O Nascimento de um Herói”, publicada no Brasil em Tex Anual nº 19, parte do projeto da Bonelli de retomar a juventude do personagem como foco de novas histórias. Erroneamente, em uma nota na página 17, deste número de Tex 600, é indicado que a história “O Nascimento de um herói” foi publicada em Tex Anual 21, sendo que a publicação ocorreu em Tex Anual 19.

 



Como brinde para os colecionadores a Mythos reproduz em edição fac-símile o número nº 28 da revista Júnior publicada em 1951, com a primeira história de Tex publicada no Brasil, justamente “O Totem Misterioso”. Na época Tex era publicado com o nome de Texas Kid, e a revista tinha o formato de um talão de cheques, como é muito difícil conseguir estas edições o brinde da Mythos vai ser um mimo muito apreciado pelos colecionadores de Tex. Apesar de ser fac-símile certamente terá um lugar de destaque nas prateleiras dos colecionadores, eu gostei muito, inclusive compraria uma coleção de Tex que se propusesse a reeditar em fac-símile todas as edições da revista Júnior com “As aventuras de Texas Kid”.

 


Agora é ir lendo Tex, e esperar a chegado do número 700. Longa vida á Tex, e que ele continue a correr pelas “pradarias” deste enorme “continente” chamado Brasil!

©Edgar Indalecio Smaniotto para o blog Quadrinhosofia®


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