Publicado em outubro de 2019 o número 600 do fumetti Tex foi um marco histórico da publicação no Brasil. Como é comum aos números comemorativos de Tex, é uma edição em cores, para aqueles que não costumam ler Tex, suas histórias são publicadas em formatinho e preto e branco. Como leitor de Tex desde criança, é um prazer ver este personagem, cujo as histórias me acompanharam por tantos anos, chegar em tão boa forma ao seu seiscentésimo número em terras tupiniquins.
Tex é um faroeste italiano criado
no distante ano de 1948 por Gianluigi Bonelli (roteiro) e Aurelio Galleppini
(arte) e é publicado desde então na Itália, chegando ao número 709 enquanto
escrevo este texto. No Brasil o número 600 corresponde ao 700 italiano.
A edição atual se intitula “O
Ouro dos Pawnees” com roteiro de Mauro Boselli e arte de Fabio Civitelli tem
uma ligação com a primeira história de Tex escrita por seu criador Gianluigi
Bonelli: “O Totem Misterioso”; na época Tex ainda era tido como um fora da lei,
acusado de crimes, que logicamente não cometeu. Na história Tex ajuda a jovem
princesa indígena Tesah a impedir que o bandido Coffin e sua quadrilha se
apossem do tesouro sagrado dos índios Pawnees, afinal os bandidos não teriam
nenhum respeito por seu significado espiritual, possivelmente fundindo o metal
para vender o ouro.
Esta história clássica foi
recontada recentemente no reboot das
aventuras de Tex, publicadas no Brasil em “Tex Willer: as aventuras de Tex
quando jovem”, entre os números 1 e 4, que retomam a história da princesa
pawnee Tesah, de Coffin e sua quadrilha, e do jovem Tex, ainda um fora da lei. Neste
número 600 um Tex quarentão narra aos seus pards o primeiro encontro entre ele (na época
jovem) e a princesa (ainda uma criança),
ao mesmo tempo em que se desenrola um novo trama envolvendo Tex e Tesah.
Tex vai verificar se o tesouro
sagrado dos Pawnee está seguro, pois recebeu informações de Tesah de uma
possível nova tentativa, envolvendo índios e bandidos brancos, para roubar o
tesouro. Descobrimos também que o
tesouro não é apenas Pawee mas de todos os povos indígenas, tendo sempre um
protetor, o último foi o pai de Tesah e agora é Tex, que além de ranger é o
chefe dos Navajos, conhecido por
estes como Águia da Noite.
Como brinde para os
colecionadores a Mythos reproduz em edição fac-símile o número nº 28 da revista
Júnior publicada em 1951, com a primeira história de Tex publicada no Brasil,
justamente “O Totem Misterioso”. Na época Tex era publicado com o nome de Texas Kid, e a revista tinha o formato
de um talão de cheques, como é muito difícil conseguir estas edições o brinde
da Mythos vai ser um mimo muito apreciado pelos colecionadores de Tex. Apesar
de ser fac-símile certamente terá um lugar de destaque nas prateleiras dos
colecionadores, eu gostei muito, inclusive compraria uma coleção de Tex que se
propusesse a reeditar em fac-símile todas as edições da revista Júnior com “As
aventuras de Texas Kid”.
Agora é ir lendo Tex, e esperar a chegado do número 700. Longa vida á Tex, e que ele continue a correr pelas “pradarias” deste enorme “continente” chamado Brasil!
©Edgar Indalecio Smaniotto para o blog Quadrinhosofia®
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